Seqüestro de CO2

A Jari está totalmente comprometida com a luta pela redução do efeito estufa, a principal causa do progressivo aquecimento da atmosfera, causado pelo aumento da concentração de gases de efeito estufa - principalmente o gás carbônico (CO2). Segundo a Convenção Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima, para atacar este problema é necessário desenvolver mecanismos que permitam retirar gás carbônico da atmosfera de forma contínua e progressiva.

Neste sentido, a Jari está promovendo diversos projetos ambientais, como a substituição da energia térmica produzida pela caldeira de biomassa, por energia hidráulica, proveniente da Usina Hidroelétrica de Santo Antônio.

Efeito estufa

Foi em 1988, durante reunião da Comissão de Energia e Recursos Naturais do Senado Americano, que o cientista Jim Hansen, principal investigador do clima do Instituto Goddard de Estudos Espaciais da NASA, deu o alarme: "Está na hora de deixarmos de falar em vão. Devemos dizer que os indícios são tão grandes que o efeito estufa já é uma realidade". Hansen deu tom oficial ao que muitos cientistas já sabiam há décadas: a liberação do dióxido de carbono na atmosfera, pela destruição das árvores ou pela queima de combustíveis fósseis, está levando o mundo a um desastre natural de proporções inimagináveis.

A concentração de CO2 na atmosfera aumentou de 270 partes por milhão, antes da revolução industrial, para cerca de 350 partes por milhão, no início desta década. A cada ano, segundo a organização ambientalista Greenpeace, são lançadas seis bilhões de toneladas de dióxido de carbono na atmosfera, e a queima de combustíveis fósseis continua a aumentar cerca de 2% ao ano.

Um dos principais compromissos assumidos pelos 141 países que ratificaram o tratado de Kyoto é a redução, no prazo de 2008 a 2012, das emissões de GEE (Gases Efeito Estufa) a níveis 5,2% abaixo dos registrados em 1990.

O problema é que, para alcançar esta meta, será preciso baixar as atuais emissões em cerca de 900 milhões de toneladas de carbono por ano. Como o custo da redução de uma tonelada é estimado em US$100, o custo total deste programa chega a aproximadamente US$ 100 bilhões.

Uma das formas mais eficazes de reduzir a concentração de gás carbônico na atmosfera é o plantio de árvores, que absorvem CO2. Até 1998, já estavam em andamento 25 projetos florestais diversos em todo o planeta, com estimativas de absorção de 1.891.520.000 toneladas de CO2, em 1.552.871 hectares de florestas. É neste segmento que se inserem os projetos ambientais da Jari.

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