História

1899

Com apenas 18 anos de idade, o cearense José Júlio de Andrade se estabeleceu como comerciante ambulante às margens do rio Jari, na Amazônia Oriental brasileira, remota fronteira dos estados do Pará e Amapá, região rica em castanhais e seringais. Dez anos depois, já era o homem mais rico da região, extraindo borracha e castanha e criando gado, comercializando ervas medicinais, óleos de andiroba e copaíba, sementes aromatizadas e peles de animais silvestres. Chegou a possuir 25.000 cabeças de gado e a exportar castanhas para a Europa, principalmente para a Alemanha.

1948

Aos 70 anos de idade, o Coronel José Júlio vendeu seus negócios para os empresários portugueses e brasileiros, que criaram a Jari Indústria e Comércio e passaram a trabalhar também com a exportação de madeiras nobres e no comércio de mercadorias diversas, através de entrepostos às margens dos rios Jari, Paru, Caracuru, Cajari e Panacari com as mesmas atividades extrativistas já mencionadas.

1967

O empresário norte-americano Daniel K. Ludwig, na época com 74 anos de idade, adquire a empresa Jari Indústria e Comércio dos portugueses, com uma área de 1.734.606,01 hectares na região do Jari, criando em seguida a Jari Florestal e Agropecuária Ltda. Nesta região, Ludwig, conhecido como um grande visionário e empreendedor, decidira produzir celulose de alta qualidade e papel, a partir de áreas reflorestadas. Foi este o início do Projeto Jari, um dos maiores e mais ambiciosos programas agro-industriais de seu tempo.

Alguns anos mais tarde, em 1976, no outro lado do mundo - nos estaleiros da Ishikawajima, em Kure, no Japão - estavam sendo construídas, sobre plataformas de 30.000 toneladas, uma moderníssima fábrica de celulose e uma usina termelétrica com 55MW de capacidade. Para esta empreitada, a Ishikawajima utilizou um método inovador, denominado Industrial Platform System, IPS.

Apesar dos exaustivos estudos realizados, a Gmelina arborea apresentou problemas de adaptabilidade aos solos da região e susceptibilidade ao ataque de fungos, impactando seu rendimento florestal. As espécies que melhor se adaptaram às condições locais foram o pinus e o eucalipto.

1978

Fábrica e usina finalmente deixaram o estaleiro japonês de Kure e foram rebocadas através dos oceanos Pacífico e Índico; contornaram o Cabo da Boa Esperança, cruzaram o Atlântico e adentraram o Amazonas até as margens do distante rio Jari, numa viagem de três meses e 25.000 quilômetros.

Por fim, as duas plataformas foram assentadas sobre quarenta mil estacas de maçaranduba, onde estão até hoje.

Além de toda a infra-estrutura para a produção de celulose - que inclui um porto fluvial, 71 quilômetros de ferrovia e o aeroporto de Serra do Areão - Ludwig também implantou na região a Cadam e a Mineração Santa Lucrécia, para a extração e beneficiamento de caulim e bauxita refratária, respectivamente.

Em maio de 1979 a fábrica de celulose iniciava suas operações, produzindo, já no primeiro ano, 120.000 toneladas. Uma atividade agro-industrial altamente produtiva, segundo um pioneiro modelo de desenvolvimento sustentável.

1980

A produção chegava às 220.000 toneladas/ano. Dois anos depois, o controle acionário do Projeto Jari passou para um consórcio de 23 empresas brasileiras, lideradas pelo Grupo Caemi. Em 1992, a produção alcançou as 280.000 toneladas de celulose por ano, praticamente ocupando toda a capacidade instalada.

1988

Ocorre acidente operacional com a caldeira de recuperação da fábrica de celulose, paralisando a empresa por oito meses.

1990

Iniciado o plantio em escala industrial de eucalipto, para 100% de produção de celulose através desta espécie.

1997

A partir de fevereiro deste ano, a produção de celulose passou a ser 100% de eucalipto.

Um incêndio no painel principal da fábrica de celulose paralisou as atividades da empresa por sete meses.

1998

No início deste ano a empresa retomou suas atividades, continuando a produzir celulose de eucalipto.

Ao final deste ano, foi criada a Jarcel Celulose S.A. para cuidar da parte operacional do Projeto Jari.

2000

A Saga Investimentos e Participações, holding de capital 100% nacional, de propriedade da família Amoroso (GRUPO ORSA), apresentou a melhor proposta para a reestruturação do endividamento do Projeto Jari, calculado na época em US$ 415 milhões, assumindo o controle acionário da Jari.

Certificação das atividades de produção de madeira cultivada pela ISO 14001.

2001

Foi instalada uma unidade da Fundação Orsa em Monte Dourado (PA),

Iniciamos a nova fase da Jari Celulose com um novo ritmo. Em 2001, a Jari atingiu seu recorde de produção anual com 326,3 mil toneladas em 2001.

A empresa conseguiu assim mostrar para o mercado que está mudando sua história.

2002

A Jari bate o recorde de vendas anuais em 2002.

2003

A Jari, após a conclusão da primeira etapa do plano de investimentos, bate o recorde anual, mensal e diário de produção.

2004

A Jari é certificada pelo FSC – Forest Stewardship Council em agosto.

A Jari Celulose recebeu, no dia 25 de novembro, o Prêmio ABS de Segurança no Trabalho, no segmento de Papel e Celulose.

Jari bate recorde de produção anual em 2004: 358,2 mil toneladas (crescimento de 5% em relação a 2003).

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