
A Jari é uma das poucas empresas do mundo que domina a tecnologia de cultivo de eucaliptos em região equatorial. Ao longo dos últimos 37 anos, a Empresa desenvolveu pesquisas intensivas, nas quais diversas espécies foram testadas. Estas pesquisas geraram um conhecimento estratégico valioso sobre as espécies que melhor se adaptam à região amazônica. Desta forma, viabilizou-se a utilização exclusivamente do eucalipto como fonte de matéria-prima para a produção de celulose nesta região. Com isto, foi possível conciliar a alta produtividade florestal com um rendimento industrial compatível, viabilizando a produção de fibras de celulose de alta qualidade, a custos competitivos.
Desde o início das atividades florestais, foi introduzido material genético, a partir do qual se estabeleceu o programa de melhoramento genético das espécies da empresa. Este programa vem propiciando a contínua seleção de árvores adaptadas às condições locais, tanto no que se refere à produtividade florestal como ao rendimento industrial e qualidade da celulose produzida.Todo este trabalho de seleção é feito levando-se em consideração o conhecimento do meio físico, no que diz respeito a variações de solo e clima. Este conhecimento permite a identificação da melhor técnica de preparo de solo e fertilização a ser adotada para cada situação, além de ser de grande utilidade no planejamento das operações florestais.
Milhões de mudas são plantadas a partir de sementes selecionadas e da clonagem de árvores de qualidade superior. O teste clonal tem início com a seleção das árvores matrizes, das quais são retiradas estacas, plantadas em três tipos diferentes de solo. Após quatro ou cinco anos, esses clones são plantados em escala piloto e somente após 4 anos (no mínimo) eles são selecionados para produção em escala comercial.
O viveiro de mudas de eucalipto da Jari tem capacidade de produção de 16 milhões de mudas anuais e significou um investimento de U$ 3 milhões.
Visando estar sempre atualizada tecnologicamente a Jari Celulose mantém projetos de pesquisa e desenvolvimento em conjunto com as mais renomadas universidades e instituições de pesquisas do Brasil e do Exterior.
A Jari atualmente possui 52 mil hectares plantados com eucaliptos para a produção de celulose. Toda a área utilizada hoje pela empresa em suas operações ocupa menos de 3% do total de terras sob seu controle. As plantações de eucalipto da Jari obedecem a um modelo de ocupação planejada, e são permeadas por reservas nativas de floresta amazônica, com ecossistemas diversificados. Corredores de floresta virgem são mantidos entre as plantações, permitindo assim a livre circulação da fauna local. Estes corredores também oferecem proteção natural contra pragas, garantindo o equilíbrio ecológico, sem o uso de agrotóxicos. Nos plantios da empresa, o desenvolvimento genético vem sendo conduzido pelo uso de técnicas convencionais, não tendo sido utilizadas técnicas de geração de árvores geneticamente modificadas.
O cultivo do eucalipto é racionalizado, com o emprego de máquinas para preparação dos solos, serviços de limpeza para proteção contra ervas invasoras e a aplicação de culturas biológicas contra insetos predadores. O sistema de cultivo mínimo é utilizado para o plantio o que gera uma série de benefícios ambientais como: conservação da biomassa recobrindo o solo, manutenção da fauna e da matéria orgânica existente no local, entre outros. As mudas são produzidas em um viveiro próprio com capacidade de produção de 12 milhões de mudas. A técnica do “mini jardim clonal” aliado ao controle do processo (umidade relativa do ar, temperatura, luminosidade e aspersão) garante a excelente qualidade das mudas expedidas para o plantio.
O corte do eucalipto é feito de forma mecanizada através de Harvester; na operação de baldeio, a Forwarder retira a madeira da área de corte e a empilha na beira da estrada, à espera dos caminhões que levam a carga até os pátios ferroviários. A madeira é então transportada para a fábrica, sendo a distância média de 45 Km, uma das menores do Brasil, fato esse que reduz sensivelmente o custo da madeira posto fábrica.
A Empresa aprimora constantemente seus sistemas de colheita, logística e mecanização das operações, para garantir suprimento de madeiras de alto padrão a custos baixos.
A produtividade florestal das plantações vem aumentando. Em 1990 era de 14m³/hectare/ano na época da colheita e atualmente alcança 30m³/ha/ano para as florestas já em idade de corte. As projeções feitas para as áreas onde se realiza o plantio nos dias de hoje, com material genético e tecnologias atualmente disponíveis, indicam produtividade média de 38m³/h/ano quando estas alcançarem a idade de corte (com nível de produtividade próximo dos melhores do mundo).
Para que toda a tecnologia que vem sendo desenvolvida na Jari possa ser implantada em escala comercial tem sido estratégica a preocupação com o treinamento e reciclagem dos Recursos Humanos próprios e das empresas prestadoras de serviços, pois ela é a base para se aumentar a competitividade da empresa de forma sustentável.
| 2007 © Todos os direitos reservados à Jari Celulose |